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Como caminhar melhor após um AVC

Após um AVC, também popularmente conhecido como “derrame cerebral”, uma das maiores preocupações dos pacientes é saber se voltarão a andar normalmente. Neste momento, o profissional Fisioterapeuta torna-se peça fundamental, utilizando técnicas que podem ajudar muito no processo de recuperação.

Confira este conteúdo e saiba mais sobre algumas possibilidades que podem ajudar pessoas que tiveram um quadro de AVC.


Autor: Gilberto Vieira Júnior

Fisioterapeuta Especialista em Fisioterapia Neurofuncional

Você sabe o que é AVC e porque ele dificulta sua forma de caminhar?

Sabemos hoje que o AVC, conhecido popularmente como derrame cerebral, é uma condição neurológica em que células do cérebro são afetadas após um evento hemorrágico ou isquêmico. Representa grande causa de morte no mundo, além de ter grande potencial para causar sequelas.

Normalmente os pacientes apresentam alterações nos movimentos de um dos lados do corpo (hemiplegia), podendo ser desde alterações discretas até perda completa da movimentação. 

Do ponto de vista prático, os atividades habituais do dia a dia ficam prejudicadas, fazendo com que haja maior dependência da ajuda de outras pessoas. Ou seja, em grande parte dos casos alguém da família ou um profissional cuidador passa a assumir a responsabilidade pela ajuda.

“Estudos demonstram que o principal desejo dos pacientes que tiveram AVC é voltar a ANDAR.”

Uma das atividades afetadas que possui grande impacto na qualidade de vida é o ANDAR. Não é pouco frequente os pacientes relatarem durante as avaliações com o profissional fisioterapeuta, que o maior objetivo com a procura por tratamento é conseguir andar novamente para que possa visitar amigos, ir a restaurantes, passear no shopping, ir ao mercado, dentre outros relatos. 

Graças aos avanços na área da Reabilitação, sabemos que o tratamento adequado ajuda muito os pacientes neste processo de recuperação, desde que haja uma adequada avaliação e elaboração de um programa fisioterapêutico eficiente.

Como funciona uma avaliação de marcha

Saber as alterações de movimento provocadas pelo AVC e o impacto delas na qualidade da marcha é o ponto inicial para a construção do plano de tratamento. Para isso o Fisioterapeuta realiza uma avaliação física como ponto inicial do processo de investigação.

Questionários de avaliação validados e baseados em evidência científica são escolhidos para melhor se adequar aos aspectos avaliados. A quantificação de características do movimento, como força muscular, capacidade de movimentação, coordenação e equilíbrio deve ser realizada, fornecendo informações úteis.

Um ponto importante a ser destacado é que atualmente existem tecnologias disponíveis para auxiliar na elaboração de tratamentos mais eficientes. É o caso do uso de sensores inerciais acoplados aos pacientes que conseguem quantificar de forma precisa uma série de parâmetros da marcha, como velocidade, comprimento do passo, equilíbrio, simetria da caminhada, forças que as pernas geram para a produção do movimento, risco de queda, dentre outros.  

Entenda as vantagens do treino de marcha nas sessões de Fisioterapia

Por ser um dos maiores desejos das pessoas com AVC, elaborar um plano terapêutico em que boa parte da terapia seja voltada ao treino de marcha é altamente recomendado. Os benefícios são diretamente voltados para qualidade de vida da pessoa, fazendo com que o impacto seja extrapolado para percepção de autonomia, estado de motivação e outros aspectos psicológicos.

Quero saber mais sobre a Avaliação de Marcha

Conheça o especialista

Fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Neurofuncional. 

Atualmente é chefe do serviço de Reabilitação Neurológica da clínica Habilis.

Coordenador do Curso de Pós-Graduação de Fisioterapia Neurofuncional da Faculdade Inspirar.

 

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Gilberto Vieira Júnior
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